Na passada sexta-feira houve boda real. O cada-vez-mais-calvo prĂncipe William casou-se com Kate Middleton (rapariga de middle class, mas milionĂĄria). Gostava de viver em terras britĂąnicas. Tendo em conta que lĂĄ a classe mĂ©dia tem pessoas milionĂĄrias, acho que nĂŁo me importava de ser um inglĂȘs pobre.
JĂĄ fui a alguns casamentos. HĂĄ sempre momentos bonitos. Muitos convidados, famĂlia e amigos, copo de ĂĄgua, canapĂ©s, pessoas a chorar de emoção, danças, declaraçÔes de amor eterno, alianças, etc. No entanto, nos casamentos a que fui nĂŁo verifiquei a existĂȘncia de pessoas em redor da Igreja com os noivos tatuados nos dentes. Primeiro, nem sabia que se tatuavam dentes. Segundo, os humanos estĂŁo-se a tornar cada vez mais estranhos.
Tentei nĂŁo acompanhar muito do casamento porque achei que nĂŁo ia contribuir para o meu intelecto. Mas uma coisa compreendi. Um casamento em Inglaterra nĂŁo Ă© uma uniĂŁo entre duas pessoas. Ă sim uma competição de chapĂ©us. Outra coisa que eu tambĂ©m compreendi foi como foi inteligente convidar a Victoria Beckham. Poupa-se logo na comida. Ela vai lĂĄ, nĂŁo papa nada e ainda ganham com o presente de casamento da famĂlia Beckham. Gostava sinceramente de saber o que teria a lista de compras. No caso, acho que o Harry (nĂŁo Ă© o Potter) podia ter levado um computador, ia ao WikiLeaks e os convidados trocavam segredos polĂticos entre si, em tom jocoso.
TambĂ©m reparei que alguns sites acompanharam o acontecimento com grande rigor. “Casamento Real: ao minuto” – acompanhar um casamento Ă© como acompanhar um jogo do FC Porto, jĂĄ se sabe como acabam ambos. Mentira, a Kate podia dizer nĂŁo. Mas no DragĂŁo o “padre” nĂŁo deixa o Porto perder.
O casamento foi, acima de tudo, um negĂłcio da China para a coroa inglesa. Ă verdade que a segurança nĂŁo foi de certeza barata e que a empresa em questĂŁo terĂĄ com certeza cobrado mais do que os honorĂĄrios usuais da PROSEGUR, Ă© verdade que os vestidos sĂŁo caros, o catering tambĂ©m deve ter sido a atirar para o caro. Mas vejamos a esperteza saloia dos ingleses. Como tornar um casamento real em lucro elevado? Simples. A venda de direitos televisivos para todas as televisĂ”es do mundo bastava. Paravam por ali e jĂĄ tinham o casamento pago. Mas nĂŁo, casamento Ă© uma vez na vida portanto vamos lĂĄ fazer uma pipa de massa com isto! Alguma boa ideia? A rainha do alto do seu 1,63m topou logo que havia ali hipĂłtese para bom esquema. EntĂŁo, dĂĄ-se o feriado aos ingleses e deixa-se que eles nos dĂȘem lucro com o Merchandising deste dia. Toda a gente tinha uma bandeirinha do Reino Unido, um chapĂ©u ou uma simples caneca. Houve quem armasse a tenda 1 semana antes do casamento nos arredores da Igreja. Ă louvĂĄvel. Nos concertos dos Tokio Hotel Ă© pior, mas penso que a importĂąncia dos acontecimentos nĂŁo Ă© directamente proporcional ao tempo de espera das pessoas. Mas podemos sim estabelecer uma relação de proporcionalidade directa entre o tempo que as pessoas esperam e o seu grau de estupidez pura.
Por fim, e porque nĂŁo quero roubar protagonismo Ă Caras ou Ă Flash, fazendo um artigo mais completo que elas, deixo um reparo ao prĂncipe William. EntĂŁo o William teve a brilhante ideia de nĂŁo usar aliança, fugindo aos tempos modernos. TerĂĄ pensado: “Sim, assim continuo a andar por aĂ pelos bares e ruas a galar as solteiras e a caçar umas. Nem suspeitarĂŁo que sou casado. Sou tĂŁo safadĂŁo.” Portanto querias, William, mostrar o teu dedo anelar todo nu, achando que isso te bastava para o teu objectivo. Relembro-te apenas duma coisa em que falhaste: todo o mundo viu o casamento. Portanto, as raparigas sĂŁo capazes de saber que estĂĄs casado. Da prĂłxima vez, casa-te em Las Vegas.
O casamento foi, acima de tudo, um negĂłcio da China para a coroa inglesa. Ă verdade que a segurança nĂŁo foi de certeza barata e que a empresa em questĂŁo terĂĄ com certeza cobrado mais do que os honorĂĄrios usuais da PROSEGUR, Ă© verdade que os vestidos sĂŁo caros, o catering tambĂ©m deve ter sido a atirar para o caro. Mas vejamos a esperteza saloia dos ingleses. Como tornar um casamento real em lucro elevado? Simples. A venda de direitos televisivos para todas as televisĂ”es do mundo bastava. Paravam por ali e jĂĄ tinham o casamento pago. Mas nĂŁo, casamento Ă© uma vez na vida portanto vamos lĂĄ fazer uma pipa de massa com isto! Alguma boa ideia? A rainha do alto do seu 1,63m topou logo que havia ali hipĂłtese para bom esquema. EntĂŁo, dĂĄ-se o feriado aos ingleses e deixa-se que eles nos dĂȘem lucro com o Merchandising deste dia. Toda a gente tinha uma bandeirinha do Reino Unido, um chapĂ©u ou uma simples caneca. Houve quem armasse a tenda 1 semana antes do casamento nos arredores da Igreja. Ă louvĂĄvel. Nos concertos dos Tokio Hotel Ă© pior, mas penso que a importĂąncia dos acontecimentos nĂŁo Ă© directamente proporcional ao tempo de espera das pessoas. Mas podemos sim estabelecer uma relação de proporcionalidade directa entre o tempo que as pessoas esperam e o seu grau de estupidez pura.
Por fim, e porque nĂŁo quero roubar protagonismo Ă Caras ou Ă Flash, fazendo um artigo mais completo que elas, deixo um reparo ao prĂncipe William. EntĂŁo o William teve a brilhante ideia de nĂŁo usar aliança, fugindo aos tempos modernos. TerĂĄ pensado: “Sim, assim continuo a andar por aĂ pelos bares e ruas a galar as solteiras e a caçar umas. Nem suspeitarĂŁo que sou casado. Sou tĂŁo safadĂŁo.” Portanto querias, William, mostrar o teu dedo anelar todo nu, achando que isso te bastava para o teu objectivo. Relembro-te apenas duma coisa em que falhaste: todo o mundo viu o casamento. Portanto, as raparigas sĂŁo capazes de saber que estĂĄs casado. Da prĂłxima vez, casa-te em Las Vegas.
Ah! Uma curiosidade matemĂĄtica. Se todos os convidados para o casamento fossem casais (e juntando o prĂncipe Harry e a irmĂŁ da Kate como um casal) estranhamente estariam na cerimĂłnia mais homens que mulheres. Parece estranho, nĂŁo Ă©? Mas basta dizer isto: Elton John + 1.
Ps: Na imagem, podemos constatar que Kate Middleton, a agora Duquesa de Cambridge, nĂŁo perdeu tempo apĂłs o tĂ©rmino da cerimĂłnia e foi logo Ă s “jĂłias da coroa”. MP

Muito, muito bom!
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